28/04/2014

Soneto

Por que me descobriste no abandono
Com que tortura me arrancaste um beijo
Por que me incendiaste de desejo
Quando eu estava bem, morto de sono

Com que mentira abriste meu segredo
De que romance antigo me roubaste
Com que raio de luz me iluminaste
Quando eu estava bem, morto de medo
Beijo
Por que não me deixaste adormecido
E me indicaste o mar, com que navio
E me deixaste só, com que saída

Por que desceste ao meu porão sombrio
Com que direito me ensinaste a vida
Quando eu estava bem, morto de frio
Chico Buarque
Flor preto e branco

6 comentários:

  1. Que MARAVILHA! Muito lindo. Um bj

    ResponderExcluir
  2. Bom dia

    Parabéns pelo belo soneto.Gostei

    Beijinhos e dia feliz

    http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

    ResponderExcluir
  3. Bom dia, Mynda e Raphael. Adoro este espaço de poesia, é um encanto, já falei isso DIVERAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAASSSSSS vezes, rs.
    O meu exagero gritante, é a proporção do tamanho que adoro este espaço.
    Um soneto muito bonito, despertando a pessoa que antes vivia em seu marasmo e passou a aprender o que era o amor!
    Pensava ele estar bem, mas ninguém vive bem, senão amando. Acabam-se os medos, a tristeza e toda indiferença, passa a existir luz própria!
    Tenham uma semana de paz!
    Beijos na alma!

    ResponderExcluir
  4. Um soneto encantador
    bem emocionante


    Abraços

    ** Rita **

    ResponderExcluir
  5. Tão lindo e tão profundamente dolorido. Eu choro.
    Ando sensível demais...

    ResponderExcluir