18/07/2013

Vícios

Nada pior do que ser viciado em alguma coisa. Fumantes, alcoólatras, workaholics, drogados, todos são Ph.D em escravatura. Mas o vício mais nocivo é o vício por outra pessoa, que muitos confundem com amor. Amor de verdade liberta. Vício é jaula.


Você já deve ter dito para uma amiga, ou escutado dela: "isso que você sente é uma doença". Não é outra coisa. Os sintomas são facilmente reconhecíveis. Vocês têm um relacionamento caótico. Brigam 24 horas. Um é de Marte, o outro de Vênus, como diz o título de um livro. Um dia os planetas se chocam e seu mundo desmorona.

Se fosse amor, o que viria depois do rompimento? Revolta, lágrimas, saudade, uma recaída breve, mais lágrimas, mais saudade, até que aos poucos surgiria uma certa paz, a auto-estima voltaria e o amor se transformaria em lembrança. Com o coração às moscas, você sairia em busca de um novo romance e começaria tudo outra vez. Não é um processo rápido, mas é mais ou menos assim.

Vícios

Vício, não. Se você é viciado em alguém, vai só até a metade do caminho: revolta, lágrimas, saudade e recaída. E pára por aí. Insiste na recaída. A ansiedade faz você cometer loucuras para ter o seu amor de volta, e quando consegue cinco minutos com ele, atira-se com volúpia: fuma, cheira, bebe o cara até a última gota. Depois? Uma inebriante sensação de cura. Não, você não precisa mais dele. Pode muito bem passar sem ele. Você nem o acha tão atraente assim, e volta para casa sentindo-se um Hércules de saias: conseguiu vencer a si própria.

Passam-se então duas semanas e você liga para a companhia telefônica para saber se sua linha está com defeito. O telefone simplesmente não toca! Seu carro também já não obedece suas ordens: dirige-se sozinho para a rua onde mora o querido, só para ver se a moto dele está em frente à garagem. Está. Então ele não voltou para Vênus, continua na cidade. Você começa a suar frio. Sente vertigens. Mastiga o lápis do escritório, derrama café nos colegas, treme ao segurar um copo. Diagnóstico: crise de abstinência. Você o procura. Precisa urgente de uma injeção de carinho na veia.

O final dessa história? Não existe. Ele precisa dela também, caso contrário nem abriria a porta. Reivindica-se a criação urgente de um AA: Apaixonados Anônimos. Assim como tem gente que, para vencer o alcoolismo, evita dar o primeiro gole, algumas pessoas precisam aprender a evitar o primeiro beijo para não reincidir num amor que faz mal à saúde.
Martha Medeiros

5 comentários:

  1. Bom dia
    Adorei o texto... Todos nós somos viciados em alguma coisa...Mas existem vícios gravíssimos...
    ...Eu própria reconheço!!

    Beijo

    visitem:http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

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  2. Bom dia

    E não é que eu concordo?

    Deixo abraço

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  3. Olá amada vim através da agenda dos blogs,amei seu cantinho!bjssss
    http://katylhora.blogspot.com.br/

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  4. Fico imensamente feliz quando tudo
    se encaminha para a luz do bem e da verdade.
    Quando tudo , que eu acredito esta acontecendo comigo.
    Eu vejo a luz no final
    do túnel iluminando minha saída para um mundo
    risonho e muito mais feliz .
    Eu acredito na paz , que existe no amor
    e na verdade.
    Quando olhar à sua volta e só enxergar somente problemas,
    busque a verdade, que esta dentro do seu coração.
    Amigos verdadeiros é como anjos da guarda
    enviado dos céus , todos criados por Deus.
    Agradeço a Deus cada laço de amizade ,
    que eu criei nesse mundo.
    Hoje desfruto do amor e
    da bondade de vocês.
    Deus esteja sempre contigo
    nessa caminha longa das nossas vidas.
    Um abençoado final de semana,
    beijos e meu carinho hoje e sempre ,Evanir.

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  5. Oi lindona amei seu Blog, e gostei mais ainda das dicas, eu tinha costume de julgar o livro pela capa hoje estou mais aberta a novidades, acho que tudo nos acrescenta alguma coisa, sempre que eu puder vou te visitar mais vezes....bjossss

    http://kesiacristinabordados.blogspot.com.br/

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